domingo, 27 de junho de 2010

O vento ás vezes sopra para lá


Quando pensamos que tudo está bem, vem o vento e sopra em uma direção contrária; esses dias li um livrinho com coleções de parábolas, histórinhas que levam a mensagem do que é divino, de otimismo para tempos atuais, onde o otimismo é algo quase inédito.
Bom, voltando ao que queria dizer, nesse mesmo livrinho li uma frase que me chamou atenção e me fez pensar por horas naquele dia, dizia mais ou menos assim: que quando algo se torna contrário do que a gente acreditava ser o correto, é porque Deus vem ao nosso encontro e nos salva, e nos dá uma nova chance, de recomeçar e acreditar no destino em que Ele nos preparou.
Confesso que na hora fiquei indignada, pois pensei, mesmo estando em um momento mais feliz e seguro em minha vida isso pode acontecer? Um sentimento de injustiça com o ser humano durou por alguns instantes, mas passou, pois usando o sabedoria, isso se torna necessário para nós seres humanos.
O que é incerto para gente, quase sempre é tenebroso, e nunca queremos, o que na verdade queremos é segurança, felicidade, saúde, e se possível bons amigos, e um companheiro que nos trate com toda cordialidade e amor do mundo.
Mas já parou pra pensar que essa incerteza e essa certeza e segurança vindas de Deus, é que vale a pena?
É sim, pude tirar a prova naquele instante em que li, e estou tirando até agora.
A sensação de que eu tenho que inalar todo o amor que o Todo-Poderoso tem para me fornecer e transmitir isso á todos que ousarem passar pela minha vida.

domingo, 9 de maio de 2010

As mães, o meu carinho.


Minha Mãe

Vinicius de Moraes


Minha mãe, minha mãe, eu tenho medo
Tenho medo da vida, minha mãe.
Canta a doce cantiga que cantavas
Quando eu corria doido ao teu regaço
Com medo dos fantasmas do telhado.
Nina o meu sono cheio de inquietude
Batendo de levinho no meu braço
Que estou com muito medo, minha mãe.
Repousa a luz amiga dos teus olhos
Nos meus olhos sem luz e sem repouso
Dize à dor que me espera eternamente
Para ir embora. Expulsa a angústia imensa
Do meu ser que não quer e que não pode
Dá-me um beijo na fonte dolorida
Que ela arde de febre, minha mãe.

Aninha-me em teu colo como outrora
Dize-me bem baixo assim: — Filho, não temas
Dorme em sossego, que tua mãe não dorme.
Dorme. Os que de há muito te esperavam
Cansados já se foram para longe.
Perto de ti está tua mãezinha
Teu irmão. que o estudo adormeceu
Tuas irmãs pisando de levinho
Para não despertar o sono teu.
Dorme, meu filho, dorme no meu peito
Sonha a felicidade. Velo eu

Minha mãe, minha mãe, eu tenho medo
Me apavora a renúncia. Dize que eu fique
Afugenta este espaço que me prende
Afugenta o infinito que me chama
Que eu estou com muito medo, minha mãe.


O poema acima foi extraído do livro "Vinicius de Moraes - Poesia completa e prosa", Editora Nova Aguilar - Rio de Janeiro, 1998, pág. 186.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A santidade pode ser sentida de uma forma tão simples aos olhos humanos...


Caí em mim,(finalmente) quantos livros de auto-ajuda li e reli, quantos filmes com histórias extemamentes comoventes, que quase sempre os recomendavam a outras pessoas. Quanta coisa imposta pela minha maneira de emocionar-se com o fictício, com a utopia, ah!, e como era bom, e ainda é, faz um bem geral para o crescimento tão esperado "o de aprender a ser gente".
Mas o que quero destacar por meio dessas palavras, foi a maneira como me comportei em um dia tão comum, como qualquer outro existente em minha rotina.
Paradigmas sobre como se deve ser diante do mundo,esse que gira com tal agilidade, como a de um menino jogando pelada e louco para fazer um golaço, se vão em questões de segundos, quando se tem em mente o que eu, por um momento tive e espero que ande comigo a léguas e léguas.
O que aconteceu afinal?
Num dia belo, calmo e rotineiro sentado em um balanço e rodeada por crianças, (eu diria outro nome á elas, anjos seria o mais apropriado), pude sentir de verdade o vento a soprar em minha face, uns grãozinhos de areia surgindo em meu rosto e os risos incontáveis fazendo um som magnifíco aos meus ouvidos, foi ai, que pude engolir a alegria de ser e estar ali, naquele instante, daquela maneira com aqueles seres celestiais, não sei porque (ou talvez tenha a ceretza do porque)aquela emoção se apoderou de minh'alma, senti, toquei e pude ser tocada pelo que chamamos de fé.
Á partir daquele momento,tratei de prestar mais atenção em tais complexidades e levezas que o simples traz a vida, o terno sentimento de gratidão partindo de mim para Deus, para a fé, a astúcia em acreditar que eu posso prevalecer em meio aos caos sem que ele me atinja, posso beber da água mais pura e cristalina que não se acha nem mesmo na melhor mina existente nesse mundo, pois só se bebe, quando se sente o simples, se aspira o singelo ar de gentileza em que vemos e professamos nos pequenos gestos existentes na mais ampla forma de olhar as coisas que Deus criou,e que nos proporciona a cada segundo,e a cada milésimo de centésimo com um total zelo e cuidado, que não se deve nem por decreto descuidar-mos de cada um deles...

Jacque.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Pescador.



Mais qual é o meu caminho, qual a direção?
E qual é o meu destino, minha vocação?
Carregar tua palavra, qualquer direção
E chamar outras almas, em outros mares pescar

Pescador tal como Pedro, pedra quero ser
Entregar-te minha vida, quero renascer
E mostrar a cada irmão, que o real viver
Está dentro de nos, quando cremos no pai

A tua luz é o que vejo, o caminho a brilhar
A tua face contemplo, quero a rede lançar

Sou pescador de homens, venha comigo te ensino a
pescar
Afasta tua barca da margem, e lança a tua rede ao
mar
A fé que trás essa fartura é a mesma que te mostrará
Que há famintos pelo mundo, e só tu podes saciar.

Maninho

domingo, 4 de abril de 2010

A beleza e a pureza do meu filho!


Hoje pensando comigo mesma, percebi o quanto o meu passado se faz presente na vida de um serzinho muito querido e amado por mim e por Deus, meu filho Pedro.
A formação de uma família, o que eu era, e hoje não mais sou,emfim o que me tornei como ser humano, como mãe palavra essa que engloba diversos fatores, amizade, garra e aprendizado.
Vivo feliz por saber, que ele está se tornando um ser agradável aos olhos de Deus, desejável cada vez mais aos olhos do que é divino.
Com certeza essa foi a grande graça, concedida por Deus á mim, a de ser mãe, com é lindo ouví-lo me chamar assim.
Um sentimento de gratidão tomou conta de mim nesse momento, por isso decidi dividí-lo nesse blog, pois todos merecem saber, quão maravilhoso é ser Mãe em Cristo, devo isso a minha terna Mãe Maria também, meu modelo de maternidade divina.
Ao Papai e a Mamãe, um beijo em suas faces e um abraço confortável.

Jacque

sexta-feira, 2 de abril de 2010

O sangue derramado lá na cruz!



A minha dor, ao te ver ó Pai, me revigora e torna cada vez mais viva, a esperança de que através da Tua Sagrada Cruz, possamos nos tornar pessoas melhores, sobrando um enorme espaço para a alegria em sua ressureição.
Ao final de todo calvário há o orvalho de águas puras.

Jacque.

domingo, 28 de março de 2010

Discurso do Papa João Paulo II aos jovens

Precisamos de Santos sem véu ou batina.
Precisamos de Santos de calças de ganga e tênis.
Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos.
Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se "lancem" na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade.
Precisamos de Santos modernos, santos do século XXI, com uma espiritualidade inserida no nosso tempo.
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais.
Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.
Precisamos de Santos que bebam coca-cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem disc man.
Precisamos de Santos que amem apaixonadamente a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refrigerante ou comer uma pizza no fim-de-semana com os amigos.
Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de desporto.
Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros.
Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos...

(Papa João Paulo II, in memoriam)